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José
Manuel Cima Sobral, a alma desta casa, teve berço na
família dos Sobral Portela que, pelo princípio
do século XX rumaram da província galega de
Pontevedra até Lisboa.
Hoje, continua responsável pelo Restaurante Cimas,
cuidando dele como se de mais um filho se tratasse.
No entanto já não está sozinho, pois
tem a seu lado a sua filha Sara Sobral, que promete seguir
as pisadas do pai...
e perpetuar as histórias e os segredos de um dos melhores
restaurantes deste país.
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Em
1941 é inaugurado um bar, pelo inglês Horace Bass,
sobranceiro à Marginal de Cascais e de excelente vista
da entrada da barra, que foi, durante a Guerra, varanda para
espiões de todas as cores.
O English Bar foi então adquirido em 1952 por Francisco
Cima Barreiro, tendo-se-lhe associado o seu filho, José
Manuel Cima, em 1960.
Já restaurante, a familia Real Espanhola, na pessoa
de Don Juan de Borbón, Conde de Barcelona, fazia sua
com frequência a sala de jantar, reunindo aí
as mais prestigiadas figuras da oposição ao
regime de Franco.
Pelas mesas do Cimas passaram algumas das maiores celebridades
deste país. Marcello Caetano celebrava lá todos
os anos, em família, o seu aniversário.
  
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Também
Francisco Sá Carneiro lá passava muitas tardes,
a trabalhar numa das mesas, sendo recordado como um dos melhores
"gourmets".
Numa mesa, Mário Soares reuniu uma vez Leopold Senghor,
Carlos Andrés Perez, Willy Brandt e Eden Pastora, o
famoso "Comandante Zero".
Escritores como Gonzalo Torrente Ballester e Jorge Amado viram
a sua inspiração enaltecida no panorama admirável
do restaurante, enquanto disfrutavam de uma boa refeição.
Actualmente, figuras públicas como Marcelo Rebelo de
Sousa, Luís Noronha da Costa e Miguel Sousa Tavares,
entre muitos outros, são clientela do recentemente
rebaptizado Restaurante Cimas, disfrutando da intemporalidade
de uma verdadeira instituição, onde tudo recomeça
cada dia, como nesses tempos de tensão e glamour em
que tanta História se fez.
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